❝Porque você faz isso? Você não tem medo de me perder? Será que você acha que vai ser assim pra todo sempre? Que eu nunca vou encontrar alguém que me abale tanto quanto você, e que eu vou viver eternamente pra você? O que é? Isso tudo é autoconfiança em excesso? Mas, você vai me perder, e não vai ter volta. E eu ainda estou sendo gentil em te avisar.
❝E a cada momento tentava fazer com que um sorriso dele se abrisse. Era o sorriso mais lindo que eu já havia visto em toda a minha vida.
❝Ontem eu me peguei pensando em você. Não como de costume, naquela lembrança boa, mas sem significado. Mas com ar de saudade, de vontade. Uma vontade louca de voltar no tempo e reviver tudo aquilo novamente. Uma gota de lagrima caiu dos meus olhos ao relembrar dos nossos sorrisos se encontrando, nos olhares que se entrelaçavam, nos beijos quentes e loucamente apaixonados, nas palavras doces que saiam de nossas bocas, em cada eu te amo que era dito da forma mais sincera que poderia existir. Bateu saudade quando eu olhei pro lado e você era uma mera miragem, eu tentei te tocar, mas você desapareceu em um piscar de olhos. Eu desejei te ter ali por um minuto apenas, só isso bastaria. Só queria poder te olhar pela ultima vez e tocar teu rosto, sentir seu cheiro. Eu te amei, e não sei se esse amor ainda existe aqui dentro de mim. Se virou pó, ou apenas magoa misturada com saudade. É uma incógnita, que talvez, eu nunca vou conseguir desvendar.
❝Acontece que sempre foi você. Foi você quando eu passei a ouvir as músicas da banda que te agradava. Foi você quando eu olhei para trás ao dizer o último adeus. Foi você quando fui dormir tarde da noite. Foi você quando nada parecia fazer sentido. E ainda é você. E ainda sou eu, juntamente com aqueles restos de nós que ficaram espalhados pelo chão.
❝Eu tenho medo que você se torne apenas uma lembrança boa na minha vida.
❝— Como começar a escrever uma história sobre nós?— E eu fiquei aqui parada algum tempo pensando nisso. Bom… temos o começo. Contar como nos conhecemos, dizer que eu te achava diferente dos outros caras, incapaz de um dia me fazer sofrer ou se quer chorar. Que era uma tortura pra mim ficar um dia se quer longe de você. As vezes, eu me pegava chorando de saudades suas. Mas eu sempre me convenci de que o amor superava tudo. Tempo, distancia ou qualquer obstáculo que fosse. E, realmente, o meu amor por você foi forte o bastante pra perdoar e enfrentar tudo ao seu lado. Sempre acreditei, firmemente, de que seu amor seria forte o bastante pra suportar certas coisas. Só que eu me enganei feio, muito feio. Mas, pera lá! Não vamos pro final ainda. Eu preciso contar das juras de amor. E como eu fui tola — Nossa, muito tola! —, de acreditar que tudo aquilo era verdade. Se lembra de quando disse que me amava pela primeira vez? Te juro que acreditei em primeiro instante. Mas, não durou tanto quanto eu pensava. Te perguntei na semana seguinte — Você realmente me ama, ou quer acreditar que me ama? —. E, no mesmo instante virou pra mim e disse que eu fui a melhor coisa que aconteceu em sua vida, e que, nunca tinha tanta certeza do quanto me amava. Ninguém nunca tinha me dito aquilo, e eu me debulhei em lágrimas, de felicidade, claro. Os dias foram passando, e com eles foram surgindo algumas brigas — Mas, porra! Que casal que não briga? —. Você nunca suportou a ideia de eu não aceitar certas coisas. O meu certo, era seu errado. E o seu certo, era o meu errado. Nós, definitivamente, não conseguia se entender mais. Tá que todo mundo tem defeitos, e eu entendia isso, aceitava os seus. Mas isso nunca foi o suficiente pra você. Não era só porque eu te amava que teria que aceitar tudo que você fazia, não acha? Nem que eu quisesse, conseguiria. Você abusava. E eu não suportava a ideia de você nunca entender os meus motivos. Na verdade, você nem se quer tentava. Eu me entreguei 100% pra você. O que mais você queria de mim? Eu já te dava tudo e um pouco mais. Disso você não pode negar. E, talvez, esse foi o meu erro. Me entregar tanto e não receber nem metade em troca. Mas o pouco que você me dava, já bastava. Porque o resto, o amor preenchia, e ficava tudo certo. Mas com o tempo foi desgastando. O amor era grande e forte, mas tudo tem limites. E o meu foi chegando ao fim, e as coisas foram mudando. Você não faz ideia de quantas vezes eu esmurrei a parede de raiva. Tenho que confessar… foram momentos bons, muito bons. Eu te amei e te desejei a cada dia. Me apaixonei a cada gesto, a cada sorriso, a cada olhar, e principalmente a cada palavra. Fui apaixonada por uma mentira, e talvez, ainda sou. Mas vai passar, eu sei. Mas a magoa, não. Eu sei que ela vai permanecer. E não é por orgulho, nem nada. Mas você já ouviu aquele ditado que diz ‘Quem bate esquece. Quem apanha nunca esquece.’? Pois é! Nós tivemos um começo, um meio, e… um fim. E esse foi o mais duro de aguentar. E você sabe bem quem foi o autor capaz de criar um final infeliz pra essa minha história, né? Sofri a cada dia pela tua ausência, jurei que nunca mais iria me apaixonar. Cheguei até a desacreditar no amor. Mas, não se preocupe, eu não te culpo, muito menos te julgo por isso. Só queria que você entendesse que eu te amei, mais do que qualquer pessoa te amou, ou vá tentar te amar um dia. E agora eu posso colocar ‘The End’ nessa história? Porque de reticencias, eu já estou cansada.
❝Eu sei que você tem medo de não dar certo. Acha que o passado vai estar sempre perto e que um dia eu vou me arrepender. E eu quero que você não pense em nada triste, porque quando o amor existe, o que não existe é tempo pra sofrer.
❝— Amor, eu te amo!
— Por que você me diz isso a todo momento?
— Pra te mostrar o quanto eu te amo.
— Mas, meu bem, amor não se mede só com palavras!
— Silêncio! —